“Minhas menininhas, só minhas, tão minhas. Será que ainda devo chama-las de menininhas? Amores tanto tempo já se passaram, vocês cresceram, eu cresci, nós crescemos e o melhor de tudo é que fizemos isso junta, uma com a outra sempre. Lembro-me da gente indo brincar daquela praça do lado de casa, indo andar de bicicleta, nos achando as lindas de shortinho e mini blusa. Hoje eu passo por lá e são tantas lembranças, tantas memórias que as vezes ao lembrar meus olhos se enchem de lagrimas e quando eu vejo, lagrimas estão escorrendo pela minha face, o bom é que são lagrimas de alegria, de lembrar coisas que jamais irei esquecer, que vão estar guardadas na minha memória para sempre, assim como na de vocês também e eu sei disso. Hoje estamos aqui, crescidas, quinze anos vocês já tem, o tempo passou tão de pressa, foram tantas coisas vividas, todo aquele tempo que vocês duas passaram longe, vocês aquelas chatinhas pentelhas que eu amava e amo a cima de tudo. Eram tempos tão bons, tempos de só alegria, não acham? Agora, eu já não sei mais se é como era antes, mas pra mim com toda a certeza é, e nunca vai deixar de ser, pois quando eu disse aquela pequena frase “É que nem um casamento”, por mais que eu era criança, eu estava falando sério. Eu jamais quero que essa coisa de irmãs que agente tem acabe. Eu, tu Leilane, tu Liliana. Quero pedir desculpas por todas as vezes que eu errei com vocês, quero pedir desculpas se alguma vez eu não estive do lado de vocês, quero pedir desculpas por tudo àquilo que eu não fiz, e acima de tudo pedir desculpas por ter demorado tanto para escrever esse texto que eu as prometi. Mas eu prometi pra vocês, e estou cumprindo com a minha promessa, demorou sim, eu sei, mas eu o fiz, o tão desejado texto. Minhas anjas, minhas menininhas, eu quero que vocês saibam que por mais distante que eu esteja, seja lá materialmente ou sei lá como dizer, ou mentalmente, eu Eduarda Aguiar Corrêa, eu nunca vou deixar de amar vocês, nunca mesmo. Liliana, Leilane, vocês são um dos meus bens mais preciosos, e eu não quero perde-las jamais. Enfim meus amores, esse texto de quatrocentas e quarenta e nove palavras, que era para mim ter entregado no dia nove de Fevereiro, estou-lhes entregando agora, doze dias depois após seus quinze anos. Perdoem-me. Sei que ele terá o mesmo valor, que não serão dias a mais ou a menos que vão o fazer valer mais ou não. Eu amo vocês, e nunca se esqueçam disso. Meus primeiros e maiores amores.
Para: Leilane e Liliana Dias
Não basta ser vadia, ainda tem que querer roubar o que e meu.
(Source: diario-de-uma-rockeira)
“Sabe, quando tu briga com quem tu mais ama, e nao quer dar o braço a torcer pelo orgulho? Mas nao quer a pessoa longe um segundo? E ai, você vai pede desculpas, estando certo ou não, só pra te-la por perto. Não sei você, mas eu sou assim.
— leilanecorrêa